De residência de Castro Alves a Hospital Psiquiátrico
Em 1858 a chácara foi adquirida pelo Dr. Antônio José Alves, pai do poeta Castro Alves. Nessa época, o pequeno Antônio Frederico (apelidado de Cecéu), que em breve ficaria conhecido como Castro Alves, tinha 11 anos. Eles desbravavam os arredores do Solar, que era repleto de mangueiras, de pés de sapotis, cajaranas e cajás, e ao som de uma fauna de sanhaços, azulões, canários da terra, andorinhas e bem-te-vis. “Havia ladeiras e caminhos imprevistos, um convite à aventura. De estilingues à cintura eles [Cecéu e Zezinho] haviam também de descobrir os mistérios da cidade da Bahia”.
De Casa Grande dos Machados, chácara da família Castro Alves, a área da Boa Vista teve a sua compra autorizada pela Resolução Provincial n° 1089, com o objetivo de ser utilizada para a fundação de um hospital de alienados. Mas, só em 24 de julho de 1874, com o nome de Asylo São João de Deus, o hospital foi inaugurado sob a responsabilidade da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, que ficou com sua tutela até o ano de 1912.
Neste ano, o governo do Estado, devido ao agravamento das condições de conservação e manutenção do casarão, tomou para si a responsabilidade e tornou o Asylo um órgão público. Só em julho de 1925, pela Lei Municipal n° 1811, o Asylo foi renomeado de “Hospital São João de Deus”.